PROTEÍNA C REATIVA QUANTITATIVA
Sinonimia
PCR
Exames relacionados
ASLO, Látex, Fator Reumatóide, VHS, Alfa-1 Glicoproteína Ácida, Waaler Rose
Indicação médica
A determinação qualitativa e semi-quantitativa da proteína C-reativa (PCR) em amostras de sangue é útil na avaliação de processos infecciosos e inflamatórios.
Significado clínico
A proteína C-reativa é provavelmente o mais simples e sensível teste para avaliar a reação inflamatória ou necrose tissular. A PCR tem meia vida de 5 - 7 horas e por esta razão seus valores caem a níveis de referência muito mais rapidamente que outras proteínas de fase aguda. Em 70% dos pacientes com infecção, a elevação da PCR precede em pelo menos 12 horas outros marcadores de infecção como a leucocitose, hemossedimentação elevada e mesmo a febre.
Quando a resposta inflamatória é mediada primariamente por neutrófilos ou monócitos, a síntese hepática de PCR está aumentada e a concentração sérica habitualmente atinge valores de 100 mg/L ou mais. Pacientes portadores de agranulocitose acompanhada de septicemia podem apresentar níveis de PCR dentro dos valores de referência o que demonstra o papel essencial dos neutrófilos para iniciar a síntese hepática desta proteína.
Quando a resposta inflamatória é mediada primariamente por linfócitos, a síntese hepática não se altera ou pode estar ligeiramente aumentada e os valores séricos da PCR não se modificam ou raramente excedem a 26 mg/L.
A síntese hepática da PCR não é afetada diretamente por drogas anti-inflamatórias ou imunossupressoras, incluindo esteróides e uma diminuição dos níveis séricos da proteína C após o uso destas drogas é um indicador seguro da involução do processo inflamatório.
Concentrações séricas iguais ou maiores que 200 mg/L tem sensibilidade de 70% e especificidade de 100% para diagnosticar infecção e o valor preditivo de um teste positivo é igual a 100%.
Dentre as doenças que apresentam elevação importante na concentração sérica de PCR tem-se: doença de Still, espondilite anquilosante, artrite associada a anastomose jejuno-ileal, infecções bacterianas, doença de Crohn, infarto agudo do miocárdio, artrite psoriática, síndrome de Reiter, febre reumática, artrite reumatóide, amiloidose secundária, complicações trombo embólicas pós-cirúrgicas e vasculites.
No infarto agudo do miocárdio podem ser encontrados níveis de até 350 mg/L com pico em torno da 50ª hora. A persistência de valores elevados após 100 ou 150 horas do episódio agudo pode ser considerada sugestiva de isquemia em progressão ou da associação de outra doença.
Na pielonefrite a PCR geralmente é maior que 100 mg/L, enquanto que nos pacientes portadores de cistite ela é usualmente menor que 13 mg/L.
Em outras doenças observa-se discreta elevação na concentração sérica de PCR, tais como: hepatite crônica ativa, a maioria das viroses, dermatomiosite, polimiosite, doença mista do tecido conectivo, esclerodermia, lúpus eritematoso sistêmico, leucemias e colite ulcerativa. Nestes pacientes, níveis séricos de PCR iguais ou maiores que 100 mg/L são um indicador seguro de infecção bacteriana intercorrente. A proteína C-reativa pode ser usada para distinguir doença de Crohn da colite ulcerativa. A concentração sérica de PCR é geralmente menor que 26 mg/L na colite ulcerativa mesmo quando a doença é sintomática e extensa, desde que o paciente não tenha infecção intercorrente. Em contraste, na doença de Crohn, a PCR está elevada e os níveis séricos se correlacionam com a extensão e atividade da doença.
Preparo do paciente
Jejum obrigatório de 8 horas.
Tipo(s) de amostra
Sangue (soro)
Método
Imunoturbidimetria
Valor(es) de referência
Inferior a 6 mg/L
Interferências
Lipemia pode elevar falsamente os resultados.
Prazo de entrega
0 dia(s)

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