TEMPO DE ATIVIDADE DE PROTROMBINA
Sinonimia
TAP, TP, PT, TPQ, INR, RNI, Tempo de Quick
Exames relacionados
Coagulograma, TTP, Fibrinogênio, Fatores de Coagulação, Prova do Laço, Tempo de Sangria, Agregação Plaquetária
Indicação médica
O TAP está prolongado em todos os casos de deficiências congênitas ou adquiridas dos fatores ll, V, Vll e X.
As deficiências adquiridas ocorrem principalmente em: tratamento com anticoagulantes orais, distúrbios da ingestão ou absorção de vitamina K, doença hemorrágica do recém-nascido, icterícia obstrutiva, distúrbio da absorção intestinal, antibioticoterapia, insuficiência hepática, fibrinólise e coagulação intravascular. Na hepatite aguda a redução dos fatores ll, Vll e X precede os sinais clínicos e os resultados encontrados são dependentes do estágio e da intensidade da doença.
As drogas anticoagulantes orais atuam sobre os fatores da coagulação pertencentes ao sistema extrínseco da coagulação. Por isso, o tempo de atividade da protrombina (TAP) é o exame de escolha para monitorização da terapêutica com essas drogas.
Como teste de referência para o acompanhamento da anticoagulação oral, o TAP não fornecia a uniformidade desejada. As tromboplastinas utilizadas (inicialmente tecido humano e atualmente oriundas de tecido animal) geravam resultados que variavam amplamente em comparações intra- e interlaboratoriais.
Essas variações representavam um grande entrave ao acompanhamento adequado dos pacientes.
Por esse motivo, depois de diferentes tentativas de padronização, em 1983, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu, em conjunto com o Comitê Internacional de Trombose e Hemostasia e a Comissão Internacional de Padronização em Hematologia, a recomendação para a utilização mundial do ISI (International Sensibility Index) e a conversão dos resultados obtidos em INR (International Normalized Ratio) ou RNI.
O RNI é obtido por um cálculo que divide o valor do TAP encontrado na amostra do paciente pelo resultado do TAP de um pool de plasmas normais, elevados ao ISI. Portanto, na prática, ele passa a funcionar como um TAP padronizado intra- e interlaboratorialmente.
O RNI é importante no controle de anticoagulantes orais e o sistema não é adequado para avaliar função hemostática em pré-operatórios ou em doenças hepáticas. Segundo a OMS, todos os resultados, independentemente da finalidade do teste, devem ser relatados em atividade e em RNI e todos os profissionais ligados ao uso de anticoagulantes orais devem ser encorajados a utilizar a RNI e abandonar a atividade de Protrombina como processo de avaliação do grau de anticoagulação. Um RNI maior que 5,0-5,5 parece estar associada com risco elevado de hemorragia.
A alteração do TAP com o uso de anticoagulantes orais é obtida em média 3 a 5 dias após o início da administração. Durante esse período, a avaliação do TAP deve ser feita diariamente, até que o RNI alcance o valor terapêutico preconizado como ideal para a condição clínica de que se está tratando. Além disso, a avaliação deverá manter a freqüência diária, até que se comprove a estabilidade dos valores obtidos. O acompanhamento do paciente pelos valores do RNI só deve ser feito em pacientes com resultados já estabilizados.
Significado clínico
O TAP está prolongado em todos os casos de deficiências congênitas ou adquiridas dos fatores ll, V, Vll e X.
As deficiências adquiridas ocorrem principalmente em: tratamento com anticoagulantes orais, distúrbios da ingestão ou absorção de vitamina K, doença hemorrágica do recém-nascido, icterícia obstrutiva, distúrbio da absorção intestinal, antibioticoterapia, insuficiência hepática, fibrinólise e coagulação intravascular. Na hepatite aguda a redução dos fatores ll, Vll e X precede os sinais clínicos e os resultados encontrados são dependentes do estágio e da intensidade da doença.
As drogas anticoagulantes orais atuam sobre os fatores da coagulação pertencentes ao sistema extrínseco da coagulação. Por isso, o tempo de atividade da protrombina (TAP) é o exame de escolha para monitorização da terapêutica com essas drogas.
Como teste de referência para o acompanhamento da anticoagulação oral, o TAP não fornecia a uniformidade desejada. As tromboplastinas utilizadas (inicialmente tecido humano e atualmente oriundas de tecido animal) geravam resultados que variavam amplamente em comparações intra- e interlaboratoriais.
Essas variações representavam um grande entrave ao acompanhamento adequado dos pacientes.
Por esse motivo, depois de diferentes tentativas de padronização, em 1983, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu, em conjunto com o Comitê Internacional de Trombose e Hemostasia e a Comissão Internacional de Padronização em Hematologia, a recomendação para a utilização mundial do ISI (International Sensibility Index) e a conversão dos resultados obtidos em INR (International Normalized Ratio) ou RNI.
O RNI é obtido por um cálculo que divide o valor do TAP encontrado na amostra do paciente pelo resultado do TAP de um pool de plasmas normais, elevados ao ISI. Portanto, na prática, ele passa a funcionar como um TAP padronizado intra- e interlaboratorialmente.
O RNI é importante no controle de anticoagulantes orais e o sistema não é adequado para avaliar função hemostática em pré-operatórios ou em doenças hepáticas. Segundo a OMS, todos os resultados, independentemente da finalidade do teste, devem ser relatados em atividade e em RNI e todos os profissionais ligados ao uso de anticoagulantes orais devem ser encorajados a utilizar a RNI e abandonar a atividade de Protrombina como processo de avaliação do grau de anticoagulação. Um RNI maior que 5,0-5,5 parece estar associada com risco elevado de hemorragia.
A alteração do TAP com o uso de anticoagulantes orais é obtida em média 3 a 5 dias após o início da administração. Durante esse período, a avaliação do TAP deve ser feita diariamente, até que o RNI alcance o valor terapêutico preconizado como ideal para a condição clínica de que se está tratando. Além disso, a avaliação deverá manter a freqüência diária, até que se comprove a estabilidade dos valores obtidos. O acompanhamento do paciente pelos valores do RNI só deve ser feito em pacientes com resultados já estabilizados.
Preparo do paciente
Jejum não é obrigatório.
Informar o uso de medicamentos.
Para controle da anticoagulação oral o paciente deve tomar o medicamento sempre no mesmo horário e colher a amostra no mesmo horário em que fez as coletas anteriores.
Tipo(s) de amostra
Sangue (plasma citratado)
Método
Quick em Coagulômetro Digital
Valor(es) de referência
Atividade de Protrombina: Superior a 70%
Valores acima de 100% não têm significado patológico.
Tempo de Protrombina: ± 2 segundos em relação ao plasma controle.
RNI = entre 1,0 e 1,3
Interferências
POTENCIALIZAM: Alguns antibióticos, antiinflamatórios, ácido acetilsalicílico, antidepressivos tricíclicos, antiagregantes plaquetários, cimitidina e outras drogas com ação no trato gastrointestinal, hormônios tireoidianos, antilipemiantes, imunossupressores, inibidores da MAO, entre outras.
INIBEM: Alguns antibióticos, antiácidos, contraceptivos orais, barbitúricos, antifúngicos, álcool, diuréticos, corticorióides, anti-histamínicos, esteróides, entre outros.
DIMINUEM: Laxantes, Vitamina C.
Prazo de entrega
0 dia(s)

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